Desmortos

A capa de Desmortos é toda preta, vermelha e branca. Há três personagens jovens no centro, uma garota de cabelos curtos, um rapaz tatuado de cabelos longos, maquiagem e brincos no colo dela, e, no colo dele, um rapaz de piercing no lábio, alargadores e camisa listrada. Há uma retícula preta no fundo e nas laterais e o título Desmortos acima, em uma fonte rabiscada com uma caveira no lugar da letra O. Abaixo, o nome da autora mary c muller em uma fonte que parece recorte de revista. A vibe é emo anos 2000.

Lorena está morta, mas aquilo que deveria ser o fim de sua vida acaba se transformando no começo de uma jornada mais complicada do que poderia imaginar.

Como se isso não bastasse, ela irá descobrir que existe amor após a morte.

Lorena não estará sozinha nessa jornada, Lucas, um fantasma melancólico, e Felipe, um médium baterista, irão acompanhá-la através desse mundo novo onde os restaurantes possuem um cardápio especial para os sem vida, vampiros gostam de pantufas e uma república abriga aqueles perdidos entre o mundo e o Mais-Além.

Zumbis, fantasmas, médiuns, ceifadores, lobisomens e vampiros são apenas pequenos pedaços de uma história que promete divertir, emocionar e partir seu coração.

Esse livro contém: Trisal Protagonismo bissexual Fantasia Despedidas dolorosas Banda emo nacional Dor e sofrimento Ambientação no litoral de SC Muita música

Aviso de Conteúdo:

Desmortos é um livro sobre morte, então morte - e as diversas formas como uma pessoa pode morrer - será um tema recorrente. O livro também traz assuntos como trauma, depressão, suicídio e abuso de substâncias.


Onde Ler:

Tapas

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Carta aos leitores:

Oi. Como você está? Espero que esteja bem.

Desmortos é o livro mais pessoal que já escrevi, mas no começo, não era fácil entender o motivo. Escrevi a primeira versão em 2011, ciente de que eu não era normal. De que eu não era como as outras pessoas. Sabendo que tinha alguma coisa em mim que fazia eu me sentir alienígena. Diferente. 

Esse sentimento, durante toda a minha vida, fez eu me sentir sozinha. Estranha, desconectada do mundo e das pessoas à minha volta. Aos poucos, me fechei em mim mesma. Passei por momentos de dor profunda e questionava o sentido da vida. Sem saber, escrevi um livro sobre pessoas que se encontram. Que finalmente se identificam, como se terrestres finalmente se encontrassem em outro planeta. A vida, então, finalmente fazendo sentido. 

Em 2022 recebi meu diagnóstico de autismo e reescrevi Desmortos. Relendo o livro, finalmente me dei conta do que havia feito. Uma espécie de metáfora onde os desmortos e criaturas fantásticas são os neurodivergentes, se encontrando em um mundo mágico. A dificuldade em se relacionar com os vivos comuns e a facilidade de se comunicar com seus iguais. Tudo isso foi muito inconsciente, mas hoje, faz muito sentido.

Durante muito tempo, os personagens de Desmortos foram amigos para mim, onde podia me encontrar e usá-los para representar a mim, minhas dores, desejos e família encontrada. Espero que nessas poucas páginas, ele possam ser seus amigos também. 

Se você, como eu, se identificar com algum deles, deixo aqui uma lista de informações que podem ser úteis. Dito isso, eu sei. Eu sei bem o sentimento de solidão que pode viver dentro da gente. Alguém já deve ter dito isso a você e você provavelmente não acreditou. Então vou falar de novo, pra ver se dessa vez pega: você não está só.




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